A história de Amanda Vieira não começa em aeroportos internacionais, universidades estrangeiras ou cerimônias acadêmicas. Ela começa em salas de aula simples da escola pública do Rio de Janeiro, onde estudar era um ato de resistência e sonhar exigia coragem.
Criada em um contexto de infância humilde, Amanda aprendeu cedo que a educação não era apenas um dever escolar — era uma possibilidade real de transformação. O estudo, a leitura e o acesso ao conhecimento tornaram-se instrumentos para ampliar horizontes, desenvolver pensamento crítico e romper limites que pareciam previamente definidos.
Formou-se em Direito no Brasil e construiu sua trajetória com disciplina e perseverança. Em um dos momentos mais decisivos de sua vida, tomou uma decisão que exigia força emocional e responsabilidade: migrar para os Estados Unidos com sua filha ainda bebê, com apenas um ano de idade.
Ser imigrante é reaprender a existir em outro idioma, outra cultura e outro sistema. Ser mãe e estudante ao mesmo tempo é desenvolver resiliência, organização e clareza de propósito. Amanda enfrentou o processo de adaptação cultural e linguística com a convicção de que a educação é um instrumento de autonomia, pertencimento e dignidade.
Durante três anos, dedicou-se ao estudo do inglês em escolas de ESL (English as a Second Language), compreendendo que dominar a língua era mais do que uma habilidade prática: era um passo essencial para participar ativamente da sociedade, produzir conhecimento e ocupar espaços acadêmicos.
Com a filha crescendo — hoje com cinco anos — Amanda seguiu avançando. Conquistou formação como Paralegal nos Estados Unidos, ingressou em um MBA na Califórnia e recebeu uma bolsa de mestrado em uma instituição americana, na área de Direito Internacional e Direitos Humanos.
Nada veio por acaso. Cada etapa foi construída a partir de escolhas conscientes, consistência intelectual e uma crença sólida formada ainda na infância: estudar vale a pena. Para uma menina da escola pública, a educação abriu caminhos que ultrapassaram fronteiras e se conectaram ao mundo.
Esse compromisso com o conhecimento também se reflete fora da formação acadêmica formal. Amanda foi convidada a integrar um projeto editorial internacional de coautoria, no qual mulheres compartilham experiências, reflexões e aprendizados sobre conexão humana, propósito, relações construtivas e responsabilidade social. A obra será lançada em português, inglês e italiano, reforçando o caráter multicultural e transnacional da iniciativa.
Mais do que títulos, sua trajetória carrega uma mensagem clara: a educação transforma vidas individuais e fortalece sociedades. Ler, estudar e produzir conhecimento são atos que geram impacto coletivo quando orientados por ética, empatia e compromisso social.
A história de Amanda Vieira não é sobre acaso. É sobre educação, persistência e propósito. Sobre uma mulher que saiu da escola pública, atravessou fronteiras com uma criança no colo e transformou o conhecimento em uma ponte entre realidades distintas.
A trajetória apresentada reflete um compromisso consistente com a educação como instrumento de mobilidade social, produção de conhecimento e fortalecimento institucional. A vivência intercultural, aliada à formação jurídica, administrativa e à experiência acadêmica nos Estados Unidos, contribui para uma perspectiva aberta, interdisciplinar e orientada à pesquisa. Amanda demonstra flexibilidade intelectual e disposição para transitar entre diferentes campos do conhecimento, compreendendo a pesquisa acadêmica como um espaço de aprendizado contínuo, colaboração e serviço público. Sua abertura para atuar como assistente de pesquisa e de ensino, apoiando projetos acadêmicos e docentes, evidencia alinhamento com ambientes universitários de excelência, nos quais formação, pesquisa e impacto social caminham de forma integrada.
Ela venceu.
E agora, transforma sua história em ponte para outras trajetórias.





